World of dreams

Nunca desista de seus sonhos!
Eu escrevo como se fosse para salvar a vida de alguém. Provavelmente a minha própria vida.

Posso refrescar sua memória só um pouquinho? Me dá só dois minutos do seu tempo, por favor? Eu fui a única pessoa que ouviu os seus problemas todos, mesmo quando eu tinha os meus próprios pra cuidar, e te apoiou sem reclamar. Lembra quando você se sentia um lixo, se colocava pra baixo, machucava a si mesmo e se sentia mal? Eu estive lá por você. Lembrou? Todo mundo te deixou, eu fiquei. Todo mundo te encheu de promessas, e eu de atos. Eu gastei todas as minhas palavras, meus gestos mais bonitos e minha energia tentando te confortar. Eu fiquei perto de você quando todo mundo me aconselhou a ir embora.Eu te dei valor, quando os outros faziam piada de você. Eu te botei pra cima, mesmo quando meu próprio mundo desmoronava. Quando você chorava por outra pessoa, eu fiquei lá e te fiz rir. Eu te dei todo o espaço do mundo pra que você pudesse se sentir confortável o suficiente pra ser você mesmo comigo, e sempre, sempre te aceitei, mesmo quando algumas coisas em você não me agradaram. E agora?

Alguns dizem que eu estarei melhor sem você, mas eles não te conhecem como eu.

Se mil vezes você ir e voltar…

Volta pra mim com os cortes na boca e a falta de fôlego porque sim, eu te aceito. E eu reparo teus danos e te refaço pro mundo, para que você voe novamente, e parta sem mim. Porque dentro do amor eu percebi que não há nada nosso, nem as noites em que cantamos a tristeza e reverberamos a solidão, nem o vulto da eternidade no teu pé errante. Não há nada que eu posso dizer que tive nos momentos onde a intensidade disse os verbos e nós proferimos o infinito. Volta pra mim, não, não volte pra mim, erre o caminho que os descaminhos são paralelos. Volta, não, não volta. Volta, que os eixos nas suas costas me dizem sobre o amor que gangrenamos nas mãos quando o sorriso não preencheu. E eu canto o que drummond diz: se mil vezes você me deixar e voltar, eu aceito. E eu faço dos versos nosso colete anti-monotonia e te abraço pra nunca mais existir. Porque o belo não existe, além do brilho que há no invisível, através da retina do olho esverdeado que você tem. Volta pra mim que os dias têm esmagado meus punhos, e eu tenho visto miúdo o que se vê brando e claro; não abro minhas mãos aos céus e sorrio há semanas e os raios do céu mudaram o curso: meus lábios pararam no tempo. Volta antes do dilúvio bíblico, antes da terceira guerra mundial iminente, antes que outro meteoro caia e desta vez aqui, aqui. Volta antes que eu agonize sua lembrança e refaça sua imagem turva e deturpada, antes da aurora-boreal encandecer o céu da Noruega, antes que eu e o suicídio conversemos sobre como andam os planos pro meu futuro. Antes do terremoto afligir meus dedos, antes da queda d’água explodir as estrelas mortas por nós que dissemos superficialidades. Não, não volta agora, estou desbotando todo destino. Canta pra mim, canta chico, e não volte enquanto o teu brilho não satisfazer meus dramas renegados. Eu te amo, mon amour, como um mantra que eu não soube pronunciar. “Se mil vezes você ir e voltar, eu te aceito… eu te aceito.”

Houve uma mudança de planos e eu me sinto incrivelmente leve e feliz. Descobri tantas coisas. Tantas, Tantas. Existe tanta coisa mais importante nessa vida que sofrer por amor. Que viver um amor. Tantos amigos. Tantos lugares. Tantas frases e livros e sentidos. Tantas pessoas novas. Indo. Vindo. Tenho só um mundo pela frente. E olhe pra ele. Olhe o mundo! É tão pequeno diante de tudo o que sinto. Não dá mais para ocupar o mesmo espaço. Meu tempo não se mede em relógios. E a vida lá fora, me chama.

Era véspera de um sonho. Era véspera de um dos melhores dias da minha vida, se não fosse o melhor. Era véspera daqueles dias que você passa dias, semanas e até anos esperando pra que aconteça. Chegava a ser um sonho tão grande, que a ansiedade era intensa e nula ao mesmo tempo. Intensa porque cada parte do seu corpo sabia que dali a pouco algo iria acontecer. E nula porque ao mesmo tempo era como se tudo aquilo não fosse real, como se a ficha não fosse cair nunca. Era daqueles dias em que tu olha pela janela, observa a rua, ouve os uivos dos ventos e ao mesmo tempo em que dentro de você ocorre uma festa, lá fora é como se cada folha caindo das árvores soubesse que você está esperando. É como se o cantar dos pássaros entrasse em sintonia com a ansiedade dentro de ti. E foi. Cada segundo parecia uma eternidade enquanto eu esperava, enquanto eu ansiava por tudo. E junto com a ansiedade sempre vêm o medo de algo dar errado, não é? Como se todos os teus temores viessem juntos à sua mente, como se cada pensamento positivo e cada imaginação boa prevendo o dia que virá se misturasse com todas as coisas ruins que seriam prováveis de acontecer. E quando você deita, já não sabe se dorme ou se pensa. A ansiedade te cansa e te faz querer deitar a cabeça no travesseiro e dormir, mas ao mesmo tempo é o que te mantém acordado. E o tempo passa, devagar, mas passa. E o momento chega, devagar, mas chega. E de tão devagar, chega a ser rápido. E de tão devagar, quando você vê já passou. É tão devagar que quando você pisca já está sentado no sofá da sala, desejando que tudo se repita de novo. Desejando que cada véspera de sonho seja repetida, tendo a plena consciência de que se repetindo ou não, o momento estará ali, eternizado na sua memória.

Sou daquelas pessoas à moda antiga. Prefiro mandar cartas ao invés de mensagens no “facebook”. Prefiro ganhar um abraço de presente do que bens materiais. Prefiro romantismo do que putaria. Prefiro uma tarde tranquila do que uma noite agitada na balada.

E eu estou lhe dizendo que não irei.Não há como eu partir.Por favor não se afaste de mim.Fique comigo.Fique, fique e me abrace.Derrube as montanhas,grite, grite e grite como se pudesse dizer o que quer.Eu não me afastarei.Pare todos os rios, empurre, derrube e mate.Eu não irei sem você.Não há como fazer isso

E eu estou lhe dizendo.

Já escondi um amor com medo de perdê-lo, já perdi um amor por escondê-lo. Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos. Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso. Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos. Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem. Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram. Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir. Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi. Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto. Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir. Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam. Já tive crises de riso quando não podia. Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva. Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse. Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar. Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros. Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros. Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz. Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava. Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade. Já tive medo do escuro, hoje no escuro “me acho, me agacho, fico ali”. Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais. Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria. Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava. Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda. Já chamei pessoas próximas de “amigo” e descobri que não eram. Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim. Não me deem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre. Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração. Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre. Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes. Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos. Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer: - E daí? Eu adoro voar.

Triste é não chorar
Sim, eu também chorei
E não, não há nenhum remédio
Pra curar essa dor
Que ainda não passou
Mas vai passar!
A dor que nos machucou
E não, não há nenhum relógio
pra fazer voltar… O tempo voa!

Eu não suporto ver você sofrer
Não gosto de fazer ninguém querer riscar o seu
passado
E o que passou, passou
E o que marcou, ficou
Se diferente eu fosse será que eu teria sido amado
Por você, por você.


(Source: m-a-r-r-e-n-t-o, via desfrutar-se)